quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Deus Ex: Human Revolution

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Acabei de terminar o jogo Deus Ex: Human Revolution. É uma espécie de jogo de tiro em primeira pessoa com elementos de stealth, que lembra jogos como Metal Gear Solid e Splinter Cell, e elementos de RPG, que lembra um pouco Fallout 3, por exemplo. O cenário é um futuro hipotético em que avanços na ciência e tecnologia permitem que partes do corpo humano sejam substituídas por órgãos ou membros sintéticos, deixando a humanidade mais próxima da singularidade.

Tais avanços causam um grande impacto cultural e um grupo, chamado de "Purity First", se revolta pois acredita que os melhoramentos não passam de maneiras de empresas e do governo obterem informações e controle sobre todos aqueles que possuem órgãos sintéticos, além de os tornarem dependentes de uma droga que supostamente impediria que o corpo rejeitasse as modificações.

Abaixo é um vídeo com uma "propaganda" do Purity First contra os melhoramentos.

Durante o desenvolvimento da história, é possível encontrar vários ebooks espalhados pelo cenário, neles há informações sobre como a tecnologia supostamente funciona, muitas delas apresentadas de maneira muito plausível e interessante. Outros ebooks possuem opiniões, tanto a favor, quanto contra os melhoramentos. Gostei muito, pois questões éticas, filosóficas e mesmo teológicas são levantadas e muitas delas são deixadas no ar, de forma com que o jogador possa refletir e pensar no impacto cultural de tais avanços tecnológicos.

O gameplay do jogo é meio "aberto", é possível tanto seguir um estilo mais FPS padrão e sair matando todo mundo com a arma mais poderosa disponível, ou avançar de maneira tática e silenciosa, usando o sistema de coberturas e nocauteando os inimigos sem chamar atenção. Com as melhorias tecnológicas é possível construir um personagem razoavelmente bem flexível e deixar o gameplay bem ao gosto do jogadorr.

Um problema meio chato é que o jogo é em primeira pessoa, mas ao se esconder atrás de uma cobertura, o jogo muda para terceira pessoa, o que atrapalha um pouco no começo e estraga a imersão. Como sou fan de jogos de stealth action, não tenho como não comparar a engine desse jogo com a de Splinter Cell: Convition... A engine do Conviction é bem superior, tanto no sistema de coberturas, quanto nas várias maneiras de se movimentar pelo cenário e até no combate corpor a corpo, que em Deux Ex muda para um cutscene do personagem principal batendo no inimigo de uma maneira "estilosa". Mas estiloso mesmo é o Sam Fisher usando movimentos verdadeiros de Krav Magá para nocautear ou matar os inimigos. Para ser sincero, eu queria mesmo é que o Human Revolution tivesse a mesma engine do Conviction!

Os gráficos são bonitos, mas nada muito impressionante. Foda mesmo é a trilha sonora, que dá o clima perfeito para o jogo. Assista ao trailer abaixo e aproveite para prestar atenção na trilha sonora.

Se você leu até aqui, provavelmente vai querer ler também o artigo da Wikipédia sobre Deus Ex: Human Revolution.

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